
Veja como benefícios corporativos promovem inclusão nas empresas
Saiba como os benefícios corporativos trazem maior diversidade, equidade e inclusão, e ainda retém os melhores talentos.
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11 minutos de leitura
Por Julia Silva
Última atualização em 7 de fevereiro de 2025
Os benefícios corporativos estão passando por uma transformação profunda. O que antes se resumia a pacotes fixos e padronizados, hoje dá lugar a soluções flexíveis, personalizadas e com foco real no bem-estar dos colaboradores (o que pode ajudar nos resultados dos negócios).
Essa mudança não é apenas uma questão de tendência — é uma resposta estratégica do RH para alinhar as expectativas dos talentos com as demandas de um mercado de trabalho cada vez mais volátil, especialmente com a entrada de novas gerações.
Benefícios bem estruturados atraem talentos, ao mesmo tempo em que aumentam o engajamento e impulsionam a produtividade de quem já está no quadro de colaboradores. Neste texto, vamos explorar as principais tendências em benefícios que estão redefinindo o jogo corporativo. Continue para saber mais!
Se tem algo que as pesquisas deixam claro é que o pacote de benefícios tradicional já não dá mais conta de atender às expectativas dos colaboradores.
Segundo a pesquisa Benefícios da Robert Half, 77% dos profissionais acreditam que suas empresas deveriam revisar os benefícios oferecidos para acompanhar as mudanças do mercado de trabalho.
E não é difícil entender o porquê. Enquanto as empresas focam em benefícios tradicionais, como:
Os colaboradores têm outras prioridades. Entre os benefícios mais desejados estão:
O recado é claro: não basta oferecer benefícios, é preciso oferecer os certos (para isso, ouvir os colaboradores é fundamental).
Pesquisas internas, feedbacks estruturados e uma análise contínua das reais demandas do time são ferramentas primordiais para evitar investimentos mal direcionados.
A solução? Personalização. Afinal, pessoas diferentes têm necessidades diferentes e os benefícios flexíveis permitem que cada colaborador escolha o que realmente faz sentido para a sua realidade, o que cria uma experiência melhor e aumenta o senso de pertencimento.
Se antes benefícios voltados para o bem-estar dos colaboradores eram vistos como um extra, hoje eles são um pilar estratégico para qualquer empresa que queira atrair, reter e engajar talentos.
E não é por acaso: 72,81% dos profissionais de RH reconhecem que promover qualidade de vida no trabalho impacta diretamente a produtividade e satisfação dos colaboradores, segundo uma pesquisa da Onhappy.
Com o aumento alarmante de casos de burnout, ansiedade e outros transtornos relacionados ao trabalho, as empresas têm investido cada vez mais em:
Esse movimento deve crescer: 62,87% das empresas brasileiras planejam aumentar o orçamento destinado a benefícios corporativos em 2025, ainda de acordo com o levantamento.
Além de contribuírem diretamente para um clima organizacional mais saudável, esses benefícios têm um alto valor percebido pelos colaboradores (o retorno vem em engajamento, satisfação e resultados consistentes).
O modelo de benefícios flexíveis permite que os colaboradores escolham benefícios que realmente atendem às suas necessidades, em vez de ficarem limitados a pacotes predefinidos que nem sempre fazem sentido para todos.
E os números deixam claro: 80% dos profissionais preferem empresas que oferecem flexibilidade nos benefícios, segundo uma pesquisa da Deloitte. Isso reforça que os pacotes tradicionais já não acompanham mais a diversidade de perfis e demandas dos trabalhadores.
Mas por que os benefícios flexíveis estão ganhando tanto espaço?
✅ Personalização e inclusão de inúmeras preferências.
✅ Aumento de engajamento e retenção de talentos.
✅ Competitividade no mercado de trabalho.
Lupércio Aparecido Rizzo, coordenador do curso de Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos do Centro Universitário Senac, contou ao Globo que “cada vez mais os trabalhadores criam âncoras e não raízes, ou seja, estão aqui agora, mas facilmente vão embora para outros lugares”.
O Head de Felicidade Corporativa da Onhappy, Gian Farinelli, destaca essa mudança dos últimos anos:
“No passado, eram padronizados e focados em saúde, transporte e alimentação. Hoje, com as mudanças nas expectativas dos colaboradores, os benefícios se tornaram essenciais para a satisfação e retenção de talentos”, explica.
Além de oferecer mais autonomia aos colaboradores, os benefícios flexíveis também representam maior eficiência financeira para as empresas. Isso porque permitem a eliminação de serviços pouco ou nunca utilizados, com otimização dos investimentos e acompanhamento das tendências globais mais modernas e estratégicas.
A transformação no mercado de trabalho vai muito além da tecnologia ou do modelo híbrido — ela passa, principalmente, pelas pessoas. Quando falamos em pessoas, falamos em gerações com valores, expectativas e demandas diferentes.
A Geração Z, por exemplo, tem um impacto direto nas estratégias de benefícios. Marcelo Linhares, CEO da Onfly, destaca que essa geração vê pacotes de benefícios bem estruturados como um requisito básico para considerar uma oferta de emprego, e não mais como um diferencial competitivo.
Cada geração tem suas prioridades:
No fim das contas, não existe um pacote de benefícios “certo” ou “errado” — existe aquele que faz sentido para o seu time.
Para acompanhar essa mudança, é fundamental que as empresas compreendam quem são seus colaboradores — atuais e potenciais. Uma boa prática é realizar pesquisas internas ou análises de mercado, entendendo o perfil demográfico e cultural predominante no setor.
Para acertar na estratégia, a escuta ativa, a personalização e a análise constante de feedbacks são ferramentas indispensáveis.
Os benefícios corporativos não devem ser encarados como um custo isolado, mas como um investimento estratégico — e, como qualquer investimento, precisam estar previstos no orçamento anual da empresa.
Quanto mais cedo essa discussão entrar na pauta financeira, mais eficiente será o equilíbrio entre custo, impacto e retorno.
Então, como planejar um orçamento eficiente para benefícios?
1️⃣ Analise a situação financeira atual: entenda o orçamento disponível e defina o teto de investimento realista para benefícios.
2️⃣ Escute os colaboradores: faça pesquisas internas para mapear quais benefícios realmente importam para o seu time.
3️⃣ Calcule o ROI (Retorno sobre Investimento) esperado: avalie o impacto esperado dos benefícios nas principais métricas, como turnover, satisfação e produtividade.
4️⃣ Inclua obrigatórios e opcionais: tenha clareza sobre os custos dos benefícios obrigatórios e deixe margem para personalizar os opcionais conforme as necessidades dos colaboradores.
5️⃣ Faça ajustes periódicos: benefícios não são estáticos. Avalie constantemente o impacto dos programas para otimizar recursos.
Quando os benefícios corporativos são bem planejados, baseados em dados e focados nas reais necessidades do time, o investimento deixa de ser uma linha de custo no orçamento e se torna um motor de resultados.
Investir em benefícios corporativos que realmente conversam com as necessidades dos colaboradores vai muito além de uma lista bonita no site de carreiras. Afinal, benefícios não são só números no papel — são as decisões que fazem as pessoas quererem ficar. 😉
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