
Tecnologia e humanização no RH: como encontrar o equilíbrio certo
Descubra como equilibrar tecnologia e humanização no RH para criar experiências incríveis e colocar o colaborador no centro das decisões!
Recursos Humanos
20 minutos de leitura
Por Julia Silva
Última atualização em 24 de março de 2025
Você já parou para pensar no impacto que as métricas certas podem ter na sua gestão de pessoas? Indicadores de RH são como bússolas: ajudam a orientar decisões, alinhar ações e garantir que sua equipe esteja no caminho certo para alcançar os objetivos estratégicos.
Quando selecionados e mensurados de forma correta, esses números contribuem para aumentar a eficiência organizacional, promover um ambiente mais saudável e ter um time mais produtivo.
Este é um conteúdo diferente de tudo o que você já viu antes. Ele tira as suas dúvidas de um jeito prático, direto ao ponto e cheio de exemplos. Vem com a gente!
Indicadores de RH são métricas que permitem conhecer e acompanhar a eficiência da gestão de pessoas. Servem como medidas de avaliação de desempenho do setor.
Mas eles vão além de números no papel: são ferramentas estratégicas que nos permitem entender como nossas ações se conectam aos resultados.
Por exemplo, enquanto a taxa de rotatividade revela se sua empresa consegue reter talentos, a taxa de engajamento mostra o nível de comprometimento da equipe atual com os projetos e necessidades da organização.
Com esses dados em mãos, é possível alinhar práticas de gestão aos objetivos corporativos, o que reduz custos, otimiza processos e, claro, cria um ambiente que favoreça o desenvolvimento de cada colaborador.
A escolha dos indicadores certos pode trazer transformações em todos os níveis organizacionais.
Por exemplo, caso uma empresa que acompanha a taxa de absenteísmo perceba que os altos índices estavam ligados à falta de flexibilidade no horário de trabalho, pode considerar a implementação de um modelo remoto/híbrido ou ampliar a oferta de benefícios para se adequar melhor às necessidades de cada colaborador.
Agora que entendemos a importância dessas métricas, vamos explorar os principais indicadores que fazem toda a diferença no dia a dia de um RH estratégico.
A taxa de turnover mede o percentual de colaboradores que deixam a empresa em determinado período.
Essa métrica é importante para entender se há problemas de retenção e, consequentemente, avaliar as melhorias necessárias para reduzir os custos com demissões e contratações.
Além desse impacto tangível, influencia fortemente aspectos da cultura organizacional, sensação de segurança emocional e motivação da equipe.
Fórmula: Turnover = (Nº de desligamentos/Total de funcionários) × 100
O absenteísmo mede a ausência não programada de colaboradores, uma questão que pode trazer um impacto significativo para a produtividade e o orçamento.
Fórmula: Absenteísmo = (Horas perdidas/Horas previstas) × 100
Vale pensar em formas de acompanhar esse indicador de RH de forma geral — em toda a empresa — e também de forma mais específica, como por setor ou nível hierárquico, para identificar padrões e, então, desenvolver estratégias eficazes para reduzi-lo, como por meio de programas de bem-estar e flexibilidade no trabalho.
A taxa de engajamento é um dos indicadores de RH que mede o nível de comprometimento e satisfação dos colaboradores com a empresa — em outras palavras, o quanto eles estão alinhados com os objetivos organizacionais e motivados a dar o seu melhor.
Para medir, use pesquisas internas, análise de participação em projetos e feedbacks qualitativos.
A fórmula usada vai depender do contexto. Veja alguns exemplos:
Vale a mesma dica dada anteriormente: mensure o engajamento em níveis diferentes — equipes, departamentos e organização como um todo. Assim, você consegue agir onde o impacto será maior.
Esse indicador mede o tempo necessário para preencher uma vaga, considerando o tempo de contratação e todo o ciclo.
Fórmula: Tempo médio de recrutamento = Dias totais para preencher a vaga/Número de vagas preenchidas
Quanto menor o tempo necessário para o Recrutamento e Seleção, maior será a eficiência do processo e menores serão a sobrecarga do time de RH e os impactos sobre a equipe que precisa da posição preenchida.
⚠️ Atenção: velocidade é importante, mas não pode comprometer a qualidade da contratação. Por isso, acompanhe esse indicador junto a métricas como taxa de turnover em período de experiência e o desempenho dos novos colaboradores.
Afinal, eficiência é encontrar o candidato certo no menor tempo possível — e não apenas preencher a vaga rapidamente.
Esse indicador calcula os gastos com o processo de recrutamento. Isso inclui aspectos como:
Fórmula: Custo por contratação = Gastos totais com recrutamento/Número de contratações
O ideal é acompanhar esse indicador a cada ciclo de contratação ou trimestralmente, para ajustar rapidamente o orçamento e as iniciativas, para garantir que eles estejam alinhados aos objetivos estratégicos e ao budget da área.
Vale dizer: medir esse custo é um passo essencial para, posteriormente, analisar o ROI de cada contratação.
Esse indicador mede a proporção de vagas preenchidas por colaboradores que já fazem parte da organização, o que demonstra o quanto a empresa promove a mobilidade interna e prioriza o aproveitamento de talentos internos.
Fórmula: Taxa de preenchimento interno = (Vagas preenchidas internamente/Total de vagas preenchidas) × 100
Promover a mobilidade interna reduz custos de recrutamento externo e melhora a retenção de talentos. Mas, para isso, é importante garantir algumas boas práticas. Nossas principais dicas são:
Para mensurar a satisfação no trabalho e o bem-estar dos colaboradores, duas métricas bastante utilizadas são o eNPS e o ESAT.
Esse é aquele “check” rápido em uma pesquisa de satisfação. Se baseia nas respostas dadas a uma única pergunta: “Em uma escala de 0 a 10, qual a probabilidade de você recomendar a empresa como um bom lugar para trabalhar?”
A partir daí, os colaboradores são classificados da seguinte forma:
Fórmula:
eNPS= % de Promotores − % de Detratores
Uma dúvida comum nesse tipo de cálculo é: por que os neutros não são considerados na fórmula? Na proposta do eNPS, os colaboradores classificados como neutros não são incluídos porque eles representam um estado intermediário e não contribuem — nem positiva, nem negativamente — para a percepção geral sobre a empresa.
Excluí-los do cálculo é uma forma de facilitar a priorização, ou seja, avaliar com maior precisão os extremos da satisfação e engajamento, e destacar quem está realmente comprometido e quem apresenta insatisfação significativa.
Afinal, solucionando os aspectos identificados nos extremos, há boas chances de que você consiga mover positivamente os indicadores para os funcionários que deram respostas neutras.
O ESAT é medido por meio de pesquisas de satisfação com uma variedade de questões que abrangem desde o ambiente físico até o clima organizacional e reconhecimento.
Para calcular o ESAT, cada colaborador responde a um conjunto de perguntas com uma escala (geralmente de 0 a 10 ou de 1 a 5). A fórmula mais simples consiste em calcular a média das notas dadas por todos os colaboradores em todas as perguntas avaliadas:
Fórmula: ESAT = Soma das notas atribuídas / Número total de respostas
Embora a metodologia de cálculo do ESAT possa variar conforme os itens avaliados, uma forma simplificada é fazer uma média aritmética das notas obtidas em cada item da pesquisa.
Vale a pena fazer análises mais específicas por tipo de item avaliado, área e setor para ter uma visão mais clara sobre quais são os problemas mais urgentes.
Imagine que sua empresa oferece benefícios bem bacanas — como desconto na academia, vale-refeição, adiantamento salarial — e você quer saber se o pessoal realmente está aproveitando.
A taxa de adesão a benefícios serve para isso: medir o nível de engajamento dos colaboradores com os programas de benefícios oferecidos pela empresa.
É uma métrica importante para avaliar o sucesso dos benefícios corporativos e a atração de talentos.
Fórmula: Taxa de Adesão (%) = (Número de colaboradores que aderiram ao benefício/Número total de colaboradores) × 100
A produtividade é um dos termômetros mais claros para entender o desempenho dos colaboradores e identificar pontos de melhoria na eficiência do time. Ela pode ser calculada de diferentes formas e depende do foco da sua análise:
Esse é um indicador que recomendamos acompanhar de perto, para entender quais são as oportunidades de melhoria de cada colaborador. Por isso, associá-lo a processos como encontros 1on1, sessões de feedback e critérios para progressão de carreira é uma boa ideia.
Esse indicador de RH permite avaliar o equilíbrio de gênero, etnia e outras dimensões importantes da diversidade na empresa, fornecendo dados essenciais para criar políticas realmente inclusivas.
Veja algumas fórmulas úteis:
Essas métricas podem – e devem – ser adaptadas a outras categorias de diversidade relevantes para a sociedade, como pessoas com deficiência, gerações e LGBTQIAP+.
O headcount é o arroz com feijão da gestão de pessoas – básico, mas indispensável. Esse indicador de RH representa o número total de colaboradores ativos na organização em um determinado momento e serve como ponto de partida para qualquer planejamento estratégico de força de trabalho.
Fórmula: Headcount = Número total de colaboradores ativos
Por que todo RH precisa acompanhar o headcount? Porque ele é a base para decisões como:
Sem o headcount atualizado, é impossível alinhar as necessidades de pessoal aos objetivos do negócio. Afinal, não dá para planejar o futuro sem saber exatamente de onde você está partindo!
Avaliar o investimento por funcionário ajuda a entender se os recursos e o orçamento do RH são aplicados de forma eficiente. O custo médio por colaborador engloba não só os salários, mas também outros custos relacionados, como benefícios, treinamentos e encargos trabalhistas.
Fórmula: Custo por Colaborador = Total de despesas com pessoal/Número total de colaboradores
Você deve acompanhar esse indicador para:
Dica: lembre-se de contextualizar os números! Um custo por colaborador mais alto pode significar maior investimento em qualidade de vida e retenção, enquanto um custo muito baixo pode indicar, inclusive, risco de desengajamento.
Ao pensar no bem-estar dos colaboradores e na eficiência do time, as empresas precisam prezar pela harmonia e gestão de conflitos.
Nesse sentido, o tempo médio de resolução de conflitos serve como uma medida de quão rápido a empresa consegue mediar e solucionar os problemas internos.
Fórmula: Tempo Médio de Resolução de Conflitos = Soma do tempo gasto na resolução de todos os conflitos/Número de conflitos resolvidos
Se em um mês o time de RH resolveu 10 casos de conflito, somando 50 dias de trabalho no total, o tempo médio de resolução seria de 5 dias por conflito.
Mas é possível ir além dessa análise inicial. Esse tipo de dado pode ser usado para avaliar se a comunicação interna e os processos de mediação funcionam bem ou precisam de ajustes, ou até mesmo revelar tendências, como conflitos mais frequentes ou complexos em determinados setores.
A escolha dos KPIs certos não deve ser feita de forma aleatória. É importante considerar alguns critérios e dicas práticas para alinhar os indicadores aos objetivos estratégicos da organização:
Monitorar e reportar os KPIs de RH com eficiência é fundamental para mostrar o impacto da área no negócio e trazer luz para as informações que mais interessam na hora de tomar decisões que impactarão toda a empresa.
Para isso, além de planilhas, ferramentas de Business Intelligence (BI) e dashboards interativos são de grande ajuda, porque fornecem visualizações claras e fáceis de compreender, que tornam os dados mais acessíveis tanto para o RH quanto para os gestores e o C-level.
Na hora de preparar relatórios, lembre-se de que a clareza e a precisão são prioridades. Mais do que listar números, conecte os indicadores às metas organizacionais e compare-os com referências de mercado.
Outro ponto importante é a periodicidade. Estabeleça ciclos regulares para revisitar os indicadores, acompanhar tendências e ajustar as ações antes que pequenos problemas se tornem grandes crises.
Ter uma gestão de pessoas baseada em dados vai muito além de, simplesmente, coletar números. Ou apenas seguir a tendência do momento.
Trata-se de construir uma cultura organizacional em que cada decisão seja baseada em informações reais, que contribuam para o bem-estar integral dos colaboradores e, claro, o alcance das metas.
Quando os indicadores de RH estão alinhados com os objetivos organizacionais, cada colaborador passa a ser, de fato, parte integrante de uma trajetória que tem tudo para ser um sucesso.
Por isso, convidamos você a conhecer as soluções da SalaryFits — um portal de benefícios completo e gratuito, pensado para otimizar, de forma simples e segura, o desconto em folha e a gestão dos benefícios.
Ainda com dúvidas sobre o tema? Confira as nossas respostas às principais questões.
Com que frequência devo acompanhar os indicadores de RH?
A frequência depende da métrica, mas indicadores estratégicos devem ser avaliados pelo menos mensalmente para identificar tendências.
Quais ferramentas ajudam no monitoramento de indicadores de RH?
Você pode usar planilhas e outras ferramentas, mas soluções específicas como BambooHR, SAP® SuccessFactors e outros recursos de People Analytics podem facilitar o processo.
Como apresentar indicadores ao C-level?
Utilize relatórios visuais, que conectem dados de RH a resultados financeiros e estratégicos da empresa, além de compará-los com indicadores de mercado.
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